A Cabanha

A paixão da família Fleck por cavalos crioulos já está presente há mais de 200 anos, assim como o gosto pela lida no campo. O trabalho no dia a dia sempre exigiu cavalos resistentes, ágeis e velozes para aguentar o trabalho árduo de laçar e apartar o gado.

Em 1967, a Cabanha começa oficialmente com a criação de cavalos crioulos e com o registro dos primeiros animais. Nesta época o afixo era AZ de Ouros e o registro dos proprietários era Parceria Agropecuária Fleck, sendo o RP 01 Rosinha do Az de Ouros. Durante anos a criação se voltou para produção e seleção de animais bons de montaria, buscando docilidade e aptidão vaqueira.

O aprimoramento genético sempre foi uma das grandes preocupações da família. Para garantir a qualidade foram utilizados garanhões de sangue argentino e uruguaio sobre as éguas de sangue Riograndense. Na década de 70 foi adquirido o reprodutor Belmonte dos Cinco Salsos (avô materno de Itaí e Nobre de Tupambaé, ganhadores do Freio de Ouro). O Belmonte imprimiu muita qualidade funcional e resistência à manada, tendo muitos de seus filhos premiados e vencedores de competições.

Em 1979, a Cabanha mudava de nome: de Az de Ouros tornou-se Gravatá. Durante esse período era administrada por João Carlos Fleck, sendo em 1994, após sua morte, seguida pelos seus filhos Francisco e Eduardo Fleck.

No ano de 2004, a Cabanha Gravatá sofre uma divisão, mantendo o nome Gravatá com o criador Francisco Fleck e, retomando o afixo antigo Az de Ouros, com Eduardo Fleck. O trabalho de seleção de animais de alto padrão funcional e morfológico continua.